PAVOR

Um beco sem saída,
sons aterrorizam,
se aproximam num barulho infernal.
Derrepente, longo silêncio.
Silêncio assustador, silêncio mortal.
A saída em uma ponte.
Escondida sob forte neblina.
Um clarão, um facho de luz,
derrepente se apaga.
Passos e passos se aceleram,
caminham homens apressados,
te seguem, te assustam, te atormentam.
Então, já sem saída,
escancara a pequena boca
que se abre num abismo profundo,
Arregala os olhos aflitos e...
Solta um tenebroso grito.

Sueli R. S. Simão