Como pode a pitangueira
Deixar partir a folha seca
E ao mesmo tempo, tanto apego
Tão possessiva pela terra presa?
Eu diria: é por amor que ela cede
É por amor que ela prende
Como pode o mambembe
Apresentar-se assim, sem palco
Colher num dia mil aplausos
E noutro, nenhum público presente?
Eu diria: é por amor que prosseguem
É por amor que se estendem
Ah, como pode este peito parco
Procurar, e esperar o amor
Se envergonhar sem nenhum pudor
De compilar o amor, e espantar o amor
E desnascer, e retornar no amor
E proferir palavras para o amor
Eu diria sim: é tudo por amor
Eu diria
Se soubesse o que é o amor.
Letícia Mendonça
escultura
desejo de simplicidade
:budismo
alegrar-se
com flor
aaapassarinho
mas
o umbigo foi perfurado
escorre pelas mãos
o cotidiano
as palavras empedram
você
impossibilidade de dizer
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
fotografia
do nada
a página aberta
Baudelaire
intriga
tal qual a
figura
aaaaimplícita
por trás dos óculos
esconde-se o haxixe
a praça abraça
vinho e lua
li po perde-se no mar
a praça se entrelaça
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
flutuar
almas
sem corpos
segundos de eternidade
transcendência
:abraçar o mundo
em você
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
Mas
quantas palavras se disseram
naqueles olhares
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
amor
arroz e feijão
em seus respectivos pratos
a distância da mesa
junção em passos
o carinho das mãos
que lavam louça
copos
facas
cacos
o dia depois do trabalho
(primavera-2009)
por (Sol) Lyllytthhg
desejo de simplicidade
:budismo
alegrar-se
com flor
aaapassarinho
mas
o umbigo foi perfurado
escorre pelas mãos
o cotidiano
as palavras empedram
você
impossibilidade de dizer
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
fotografia
do nada
a página aberta
Baudelaire
intriga
tal qual a
figura
aaaaimplícita
por trás dos óculos
esconde-se o haxixe
a praça abraça
vinho e lua
li po perde-se no mar
a praça se entrelaça
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
flutuar
almas
sem corpos
segundos de eternidade
transcendência
:abraçar o mundo
em você
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
Mas
quantas palavras se disseram
naqueles olhares
ainda inverno – 2009
por (Sol) Lyllytthhg
amor
arroz e feijão
em seus respectivos pratos
a distância da mesa
junção em passos
o carinho das mãos
que lavam louça
copos
facas
cacos
o dia depois do trabalho
(primavera-2009)
por (Sol) Lyllytthhg
Por toda minha vida
percorri vários caminhos
aaaaaaaaaaaaDivinos & Profanos
- e nunca me arrependo por onde ando –
atravessei mares de peito aberto
cravei minhas mãos em rosas de espinhos
idealizei sonhos inalcansáveis.
Por toda minha vida
busquei um amor impossível
aaaaaaaaaaaaDivino & Profano
aaaaaa- e experimento todas formas de amar –
aaaaaaescrevi as paixões à céu aberto
aaaaaadecretei os amores em poucas linhas
aaaaaaselei os nomes no meu coração.
Por toda minha vida
colhi folhas de amizades
aaaaaaaaaaaaDivinas & Profanas
aaaaaa- e coloco minha vida à prova de fogo –
aaaaaaensaiei cada passo no labirinto
aaaaaaabri as cortinas perante o sol
aaaaaaatuei no palco da vida.
Murillo Kollek
percorri vários caminhos
aaaaaaaaaaaaDivinos & Profanos
- e nunca me arrependo por onde ando –
atravessei mares de peito aberto
cravei minhas mãos em rosas de espinhos
idealizei sonhos inalcansáveis.
Por toda minha vida
busquei um amor impossível
aaaaaaaaaaaaDivino & Profano
aaaaaa- e experimento todas formas de amar –
aaaaaaescrevi as paixões à céu aberto
aaaaaadecretei os amores em poucas linhas
aaaaaaselei os nomes no meu coração.
Por toda minha vida
colhi folhas de amizades
aaaaaaaaaaaaDivinas & Profanas
aaaaaa- e coloco minha vida à prova de fogo –
aaaaaaensaiei cada passo no labirinto
aaaaaaabri as cortinas perante o sol
aaaaaaatuei no palco da vida.
Murillo Kollek
Sobre palcos enfarpados,
Dança a bailarina da sorte
Guiada pelo ferrugem cravados em pés laçados,
Esquiva-se da lança da morte
"Coreografia solene
Para um público escolhido."
Dança corpete rosa
Que exala confuso perfume,
Sedutora do crepúsculo à aurora,
Cintilante em cada negrume.
"Ai daqueles que não alcançam o ritmo
E assim, pegos pela lança sedenta."
Ritmados compassos
Rodopiam e sangram até o fim,
Se por ventura caíres em meus braços,
Dou-lhe a vida que habita em mim.
"Perdido aquele tomado pela fissura
Cujo amor por ela é maior que a razão."
Jémina Diógenes
Dança a bailarina da sorte
Guiada pelo ferrugem cravados em pés laçados,
Esquiva-se da lança da morte
"Coreografia solene
Para um público escolhido."
Dança corpete rosa
Que exala confuso perfume,
Sedutora do crepúsculo à aurora,
Cintilante em cada negrume.
"Ai daqueles que não alcançam o ritmo
E assim, pegos pela lança sedenta."
Ritmados compassos
Rodopiam e sangram até o fim,
Se por ventura caíres em meus braços,
Dou-lhe a vida que habita em mim.
"Perdido aquele tomado pela fissura
Cujo amor por ela é maior que a razão."
Jémina Diógenes
1. Há três
HAaaaaaaaaaMARaaaaaaaaaTE
aaaaaaaAaaaaaMORaaTE
aaaaaaaaaaaaaaaaaAaaTE
aaaaaaaaaAMARaaaaaaaaTE
AMORaaaTE
aaaaaaaaaaaaaaaaaAaaTE
aaaaaaaaaAMARaaaaaaaaTE
ATÉaaaaaaaaaaAaaaaaaaaMORTE
2. Definição
O Amor é um exercício:
Enunciado simples
E difícil solução.
3. Indagação
Como saber o amor
Se este nada tem haver com a razão?
Se estar são é seu antônimo?
Como poder explicá-lo,
Se quem ama é tolo e cego
E vive na contradição?
Se tu o sabes, não o vives
Porque se assim estivestes
De nada se questionaria.
Quem ama não se preocupa
Em responder tais perguntas
Nem sequer se dá conta
De tamanha indagação
Não perde tempo com nada,
De nada quer se ocupar.
Vive a suspirar.
Só na hora do abandono
Da dor, da falta de sono
É que para pra pensar:
Que sentimento é esse,
Que te eleva e te arrasa?
E não há força que o faça cessar?
Então,
No desalento de um Não,
Diante de tal espanto
Senta este ser em seu canto
Com caneta e papel na mão.
4. Definição II
Amor = sentimento.
Às vezes tem cheiro,
Tem cor,
Tem sabor....
Ah, o amor!
Seja lá como for,
Quando vai
Fica a DOR.
Karin Hessel
HAaaaaaaaaaMARaaaaaaaaaTE
aaaaaaaAaaaaaMORaaTE
aaaaaaaaaaaaaaaaaAaaTE
aaaaaaaaaAMARaaaaaaaaTE
AMORaaaTE
aaaaaaaaaaaaaaaaaAaaTE
aaaaaaaaaAMARaaaaaaaaTE
ATÉaaaaaaaaaaAaaaaaaaaMORTE
2. Definição
O Amor é um exercício:
Enunciado simples
E difícil solução.
3. Indagação
Como saber o amor
Se este nada tem haver com a razão?
Se estar são é seu antônimo?
Como poder explicá-lo,
Se quem ama é tolo e cego
E vive na contradição?
Se tu o sabes, não o vives
Porque se assim estivestes
De nada se questionaria.
Quem ama não se preocupa
Em responder tais perguntas
Nem sequer se dá conta
De tamanha indagação
Não perde tempo com nada,
De nada quer se ocupar.
Vive a suspirar.
Só na hora do abandono
Da dor, da falta de sono
É que para pra pensar:
Que sentimento é esse,
Que te eleva e te arrasa?
E não há força que o faça cessar?
Então,
No desalento de um Não,
Diante de tal espanto
Senta este ser em seu canto
Com caneta e papel na mão.
4. Definição II
Amor = sentimento.
Às vezes tem cheiro,
Tem cor,
Tem sabor....
Ah, o amor!
Seja lá como for,
Quando vai
Fica a DOR.
Karin Hessel
Assinar:
Postagens (Atom)