FOTOGRAFIA
Eu não tinha este corpo de agora
Assim fundo, assim fértil, fecundo
Nem estes seios em riste
Prontos para as bocas do mundo
Eu não tinha este olhar meio onça
Que penetra, sustenta e demora;
Eu não tinha este coração
Que se permite ir embora
Estas mãos habilidosas, não tinha
Para os tratos de tantas carícias
Nem cultivava no colo
Tanta desconfiança da fé
- Em que mudança de hora
ficou pra trás a criança
e amanheceu a mulher?
(sobre poema Retrato de Cecília Meireles)
Letícia Mendonça
Tudo é motivo
Eu escrevo porque o instante permite
e a minha vida se completa
Não sou alegre nem triste:
Vivo brincando de poeta.
Amiga das coisas belas,
sinto euforia e brinco com o sossego.
Atravesso noites e dias
Iluminada pelo sol, pela lua.
Desmorone-se ou edifique-se,
permanece-se ou desfaze-se,
Sei que fico e não passo.
Sei que escrevo e escrever é tudo
Tem vida eterna e alma ritmada.
Assim nunca ficarei mudo:
- é tudo.
(sobre poema Motivo de Cecília Meireles)
Sueli R. S. Simão
Eu escrevo porque o instante permite
e a minha vida se completa
Não sou alegre nem triste:
Vivo brincando de poeta.
Amiga das coisas belas,
sinto euforia e brinco com o sossego.
Atravesso noites e dias
Iluminada pelo sol, pela lua.
Desmorone-se ou edifique-se,
permanece-se ou desfaze-se,
Sei que fico e não passo.
Sei que escrevo e escrever é tudo
Tem vida eterna e alma ritmada.
Assim nunca ficarei mudo:
- é tudo.
(sobre poema Motivo de Cecília Meireles)
Sueli R. S. Simão
POEMA AO RIO DE JANEIRO
GOTA DE ESPERANÇA
Uma
Gota
De
Esperança
A cidade maravilhosa, morada de uma
das setes maravilhas do planeta
Acabou de
Ser nomeada
palco das
Olimpíadas
Para o
ano
de
2016
alegria
geral
O povo, os poetas, e os atle-
tas festejam madrugada adentro.
Acontecimento histórico! Que marcou a
bela cidade: “Horrível! As velhas notícias
mancharam novamente as manchetes dos jornais.”
(sobre Poema ao Cristo Redentor de Sergio Capparelli)
Sueli R. S. Simão
no ar de
agosto
varejeiras
de chumbo
oito moradas
um exílio
pátios
grades
céu a pino
emboscada
do calendário
(sobre Poema de Ricardo Lima)
Silvio J. Pedro
agosto
varejeiras
de chumbo
oito moradas
um exílio
pátios
grades
céu a pino
emboscada
do calendário
(sobre Poema de Ricardo Lima)
Silvio J. Pedro
Sintoma
toda quinta-feira
adio presságios
na nova dosagem
prescrita
palavras secas
olhar embotado
e a mão
que vacila
sintomas
no hall hesito
entre a correnteza
da rua
que arrasta
carros e passantes
e o exílio
concreto
de paredes
sem promessas
(sobre poema Espera de Fabio Wentraub)
Silvio J. Pedro
toda quinta-feira
adio presságios
na nova dosagem
prescrita
palavras secas
olhar embotado
e a mão
que vacila
sintomas
no hall hesito
entre a correnteza
da rua
que arrasta
carros e passantes
e o exílio
concreto
de paredes
sem promessas
(sobre poema Espera de Fabio Wentraub)
Silvio J. Pedro
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