O RETRATO
No alto, um traço
Repartindo
a consciência
A cabeça
e os cabelos
E cada parte
Do cabelo preto
Escorriam para trás
Frouxos, mas presos
A gola larga do casaco vermelho
Permitiam que se visse, de uma parte, o peito
Subindo, pelo pescoço, com um ar sereno
um rosto um pouco pálido
mas presente
E um olhar que encara
persistente.
Letícia Mendonça
sem entendimento
pássaros de uma
pena só
penas
do olho
canhoto
torto
caos nos olhos
primavera – (Sol) Lyllytthhg
loucura
nasceu no verde
doze sóis
raios de pétalas
aaaaaa[estrelas
sardas no amarelo
vã lembrança
suspensa
no fio
enraizado ao vaso
os raios
dançavam
ao vento estático
da pintura
primavera – (Sol) Lyllytthhg
infinito
nos caminhos tortuosos
serpentes
vermelhas
azuis
amarelas
derretem
a lâmpada
de olhos humanos
o silêncio
é desespero
a gritar
em meus
ouvidos
breu na luz
incomodo
estagnado
grito no silêncio
do horror
primavera – (Sol) Lyllytthhg
do tempero da vida
chora o mundo
cemitério
tetos pretos
um único
guarda-chuva
vermelho
quebra o caos
primavera – (Sol) Lyllytthhg
quintal verde
canos
sobem ao chão
raiz
vento
pingos verdes
com borrões
copa de cabelo
arrepiado
lacinhos rosas
pingam
o musgo
primavera – (Sol) Lyllytthg
pássaros de uma
pena só
penas
do olho
canhoto
torto
caos nos olhos
primavera – (Sol) Lyllytthhg
loucura
nasceu no verde
doze sóis
raios de pétalas
aaaaaa[estrelas
sardas no amarelo
vã lembrança
suspensa
no fio
enraizado ao vaso
os raios
dançavam
ao vento estático
da pintura
primavera – (Sol) Lyllytthhg
infinito
nos caminhos tortuosos
serpentes
vermelhas
azuis
amarelas
derretem
a lâmpada
de olhos humanos
o silêncio
é desespero
a gritar
em meus
ouvidos
breu na luz
incomodo
estagnado
grito no silêncio
do horror
primavera – (Sol) Lyllytthhg
do tempero da vida
chora o mundo
cemitério
tetos pretos
um único
guarda-chuva
vermelho
quebra o caos
primavera – (Sol) Lyllytthhg
quintal verde
canos
sobem ao chão
raiz
vento
pingos verdes
com borrões
copa de cabelo
arrepiado
lacinhos rosas
pingam
o musgo
primavera – (Sol) Lyllytthg
PAVOR
Um beco sem saída,
sons aterrorizam,
se aproximam num barulho infernal.
Derrepente, longo silêncio.
Silêncio assustador, silêncio mortal.
A saída em uma ponte.
Escondida sob forte neblina.
Um clarão, um facho de luz,
derrepente se apaga.
Passos e passos se aceleram,
caminham homens apressados,
te seguem, te assustam, te atormentam.
Então, já sem saída,
escancara a pequena boca
que se abre num abismo profundo,
Arregala os olhos aflitos e...
Solta um tenebroso grito.
Sueli R. S. Simão
Um beco sem saída,
sons aterrorizam,
se aproximam num barulho infernal.
Derrepente, longo silêncio.
Silêncio assustador, silêncio mortal.
A saída em uma ponte.
Escondida sob forte neblina.
Um clarão, um facho de luz,
derrepente se apaga.
Passos e passos se aceleram,
caminham homens apressados,
te seguem, te assustam, te atormentam.
Então, já sem saída,
escancara a pequena boca
que se abre num abismo profundo,
Arregala os olhos aflitos e...
Solta um tenebroso grito.
Sueli R. S. Simão
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