O cão de plumas
Diante de uns portões de ferro
À entrada de um rio de águas turvas
Pressente o cruel desejo da esfinge
Por devorar -lhe os olhos de volúpia
Enquanto adentra as margens do enigma
A estátua de pedra , com o cálice entre as mãos
Espera
Mas o cão sem jamais deitar-lhe olhos
Foge
Suas pálpebras pesadas
Alimentam, indefesas,
O perigo
Claudia Sarro