BAQUE

ou buquê de seqüelas
em fratura imposta
ao que era doçura
e agora se bate
no leito equipado

O coração feito gelatina
bomba que descamba e manda
sangue para os pulmões

De uma hora para mais nenhuma
a doutora morde a língua
a profecia sai torta
esconjura o desastre

Passa a sombra de fininho
mas ali onde arou
fica sempre mais frio
e o pêlo não cresce

do livro: Baque - Fabio Weintraub